O que é Bitcoin?

Entenda como funciona a moeda virtual publicado 1 de fevereiro de 2018.

Eles surgiram em 2008, e ainda que estejam dominando os noticiários e os papos informais graças ao grande aumento do seu valor no mercado, poucos sabem exatamente do que se tratam os tais dos Bitcoins.

O Bitcoin é uma das várias criptomoedas existentes. E o que é uma criptomoeda? É um tipo de moeda virtual, um arquivo digital gerado online. A tecnologia adotada foi a p2p (“peer to peer” ou “ponto a ponto”) que funciona de forma descentralizada e criptografada, possibilitando uma maneira mais fácil e direta de transações de pagamento online, já que não se faz necessário a presença de um intermediador. Por exemplo, em uma transferência de valor tradicional é necessário o uso de ferramentas bancárias, como o TED ou DOC; em caso de pagamento via cartão esta transação não é possível sem a empresa responsável pela maquininha de cartões e pela própria empresa da bandeira estarem no meio do processo, com o Bitcoin essa transferência é feita diretamente entre os interlocutores.

E como funciona para gerar moedas? Você instala um software no computador que permite que seja mais um ponto de conexão na rede, assim a capacidade do seu computador é “emprestada” para resolver equações matemáticas e desta forma gerar Bitcoins e registrar transações. Esta ação é conhecida como mineração.

Toda esta atividade fica registrada na Blockchain, que seria um livro de registros ou um livro contábil dos bitcoins, o que comprova que as transações foram realizadas. Chama-se assim por se tratar de uma cadeia de blocos, sendo cada bloco trancado por uma camada de criptografia. Esses blocos, espalhados pela rede, são ligados uns aos outros por elos chamados de “hash“. A sua carteira, ou endereço de Bitcoin, será formado por uma série de até 34 letras e números, para ele que serão enviadas suas moedas, assim você terá uma assinatura digital que permitirá o uso das moedas e a conferência de sua validade pelos mineradores.

Toda esta rede tecnológica super segura garante que os arquivos não sejam fraudados nem copiados e também que as transações não sejam rastreadas. Sendo assim o anonimato de quem compra e quem vende fica assegurado. Por esse lado o uso do Bitcoin não é tão bonito quanto parece, por essa característica a moeda vem sendo muito usada em transações  de itens ilegais na deep web.

Além disso, a moeda não é controlada pelo Banco Central, não dando garantias a quem o utiliza. A explosão do Bitcoin, originalmente criado como opção de pagamento online, fez com que se tornasse um meio de investimento, porém por sua alta volatilidade, acaba sendo muito arriscado; como o Bitcoin segue o valor do mercado, quanto maior a demanda maior a cotação.

Entretanto, ao contrário das moedas reais, não é possível produzir mais quando o dinheiro acaba, há um limite de moedas a ser geradas: 21 milhões, o que imagina-se que seja alcançado em torno de 2040. O que antes podia ser gerado por qualquer computador, aos poucos está recebendo limitações por conta desta limitação de moedas. Hoje em dia apenas super máquinas são capazes de gerar Bitcoins de forma lucrativa, e ainda assim a velocidade de mineração vem caindo mais de tempos em tempos. O que pode, nos próximos anos, influenciar muito no valor de mercado da moeda. Talvez, por fim, o Bitcoin se trate mais de um “cripto-ativo” do que de uma “criptomoeda“.

 

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