#ListaBrodda – 5 álbuns para quem curte rap nacional

A realidade das ruas, a metrópole e a periferia são os relatos mais encontrados nas letras e batidas das músicas publicado 15 de maio de 2017.

O #ListaBrodda homenageia o rap paulista. A realidade das ruas, a metrópole e periferia são os relatos mais encontrados nas letras e batidas das músicas. Os grupos com formação nos anos 90 são os mais tradicionais e inspiraram toda uma geração. Até hoje os nomes que listamos são referências e ícones no cenário musical, com grande influência nas produções atuais. Olha só:

#1 RZO

Rapaziada da Zona Oeste foi criado nos 80, mais especificamente no bairro de Pirituba. Sandrão, Helião, DJ Cia e Negra Li são os principais nomes do grupo, representantes marcantes do cenário do rap na capital paulista. O Trem é um clássico, que conta o dia a dia do meio de transporte, típico para locomoção nas periferias ao centro. Abaixo, um trecho da música O Trem:

“Todos os dias mesma gente
É sempre andando, viajando,
Surfando, mais à mais não teme
Vários malucos, movimento quente
Vários moleques pra vender,
Vem comprar, é aqui que vende.”

#2 Sabotage

Mauro Mateus do Santos, mais conhecido como Sabota, é uma lenda da zona do Sul, mais conhecido na Favela do Canão. Começou sua carreira em 1998, junto com o RZO. Sua criatividade e o jeito característico de cantar o tornou um dos maiores ícones do rap nacional. Foi assassinado em janeiro de 2003, mas o seu legado perpetua. Ano passado foi lançado um álbum póstumo em sua homenagem, produzido pelo Daniel Ganjaman. Abaixo, um trecho da música Um bom lugar

“Um bom lugar
Se constrói com humildade, é bom lembrar
Aqui é o mano Sabotage
Vou seguir sem pilantragem, vou honrar, provar
No Brooklyn, tô sempre ali
Pois vou seguir, com Deus enfim.”

#3 Facção Central

A realidade dos garotos que foram criados em cortiços na região central da cidade de São Paulo são os principais relatos nas músicas do Facção Central. É considerado um dos grupos mais violentos do cenário musical, pois mostram de forma explícita a fome, a corrupção, a pobreza, etc. O rapper Eduardo é um dos fundadores do grupo e hoje segue em carreira solo. Abaixo, um trecho da música Versos Sangrentos:

“É isso que eu tento evitar com meu verso que defende quem não pode se defender, que tá do lado de quem assalta pro filho comer. Não aceno bandeira, não colo adesivo, não tenho partido, odeio político. A única campanha que eu faço é pelo ensino e pro meu povo se manter vivo.”

 

#4 Dexter

Marcos Fernandes de Omena, que era do grupo Rap 509-E, hoje está em carreira solo e também tem um grande lugar no cenário do rap paulistano. Viveu no sistema prisional durante 13 anos e hoje viaja pelo país inteiro fazendo palestras e shows. Flor de Lótus (2016) é o último álbum lançado de Dexter, considerado por Mano Brown o 5º elemento do Racionais. Abaixo, um trecho da música Como vai seu mundo:

“Acordei com vontade de saber como eu ia
Como ia meu mundo, como ia minha vida
Agradeci a Deus por me presentear
Com mais um dia pra viver, pra correr, guerrear
Lutar com humildade, em minha oração
Pedi ao meu Senhor que me desse proteção.”

 

#5 Ndee Naldinho

O rapper Ndee Naldinho é mais conhecido pelas suas canções de rap romântico. Teve seu primeiro álbum lançado em 1991. Abaixo, um trecho da música Aquela mina é firmeza: 

“Amigo eu estou aqui, de braços abertos
Me conte o seu problema, eu quero estar por perto
Fiquei sabendo que ela foi embora
E não voltou mais
Mas quem sabe ela se arrependa e volte atrás.”

 

É isso aí. Esperamos que vocês tenham gostado dessa lista que conta um pouquinho da história do rap paulistano. Se tiver alguma sugestão, deixa no comentários. Ah, se quiser ler mais sobre música, clique aqui. Até mais!

Valeu! Agora você estará sempre por dentro do mundo Brodda!

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