Sobre fazer ou não cursinho pré-vestibular

Conheça a história de três universitários que passaram pela pressão do vestibular publicado 24 de agosto de 2017.

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Encarar o vestibular de frente ao término do ensino médio é um período de transição na vida do adolescente. Finalizar um ciclo e iniciar outro demanda uma série de responsabilidades ao jovem de 17 anos. As perguntas mais comuns são: “E aí? O que irá prestar no vestibular? O que pretende fazer agora? Qual carreira seguirá?”

 Não há como negar: essa fase é uma barra. E, entre elas, está a questão de fazer ou não o cursinho pré-vestibular. 

De acordo com o senso Escolar de 2016, o ensino médio é oferecido em 28,3 mil escolas no Brasil. Entre elas, 68,1% são estaduais e 29,2% privadas. Milene Oliveira, 22, confeiteira,  passou pela mesma situação em 2012. Ao terminar o ensino médio percebeu vários amigos partindo rumo ao cursinho, mas fez outra escolha:

“Minha irmã e vários amigos fizeram cursinho. Penso que isso só evidencia o quanto o nosso ensino fundamental e médio é deficiente e a cobrança dos vestibulares ser desproporcional ao ensino ofertado para maioria da população. Não acredito que o cursinho seja imprescindível, depende do nível de ensino que o aluno teve acesso e também do curso que deseja fazer”, conta.

Ingressou no curso de História da Arte, na Unifesp, através do SISU, pelo ENEM, com cota para afrodescendentes com escolaridade pública. Atualmente, está no 8 semestre e passa pelo período do trabalho de conclusão de curso, o famoso TCC.

519,6 mil professores atuaram no ensino médio em 2016. Destes, 93,3% têm nível superior completo (82,9% têm nível superior completo com licenciatura). É o que pretende fazer o estudante Lucas Oliveira, 21, estudante de Matemática na  Universidade de São Paulo, a USP.

“As aulas eram bem ministradas e os professores experientes. Tinham muitos projetos com alunos, como monitorias e cursos para auxiliar na redação, por exemplo. Há muita pressão ao terminar a escola. Todos falam que você precisa começar a trabalhar e fazer algo da vida, mas não é fácil assim”, explica.

Lucas fez cursinho pré-vestibular em 2014, após o término do ensino médio. Iniciou o curso na  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, mas logo após optou pela USP. Cursa o 2º ano e pretende ser professor.

Conhecido por proporcionar um conteúdo diferenciado ao aluno que deseja ingressar o ensino superior, os cursinhos oferecem simulados regulares que preparam o aluno para os principais vestibulares do país, como o ENEM, por exemplo. Há alguns requisitos que influenciam na vida do adolescente, como poder aquisitivo e tempo de dedicação ao estudo.

Elaine Sales, 22, estudante de Arquitetura do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, o IFSP, conta como foi sua experiência no cursinho pré-vestibular:

“Eram aulas onde os professores passavam o conteúdo teórico no início e ao final resolviam alguns dos exercícios propostos. A cada aula era dado um conteúdo novo, pois as apostilas eram bem divididas. Em horários extra eram ofertadas atividades para além do conteúdo acadêmico, como exibição de filmes seguidos de discussões, semana de eventos com convidados. Pessoalmente, foi fundamental para conseguir seguir a rotina pré-vestibular. E aos finais de semana ocorriam os simulados, que foram mais recorrentes já no final do ano”, indaga.

O período não é fácil, mas há várias soluções para driblar a pressão. Não passar no vestibular não é o fim do mundo. Avalie suas opções de estudo, grana e tempo.

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