Chegou a época do Festival das Cerejeiras!

Mas por quê existe essa tradição? publicado 2 de agosto de 2018.

Mas por quê existe essa tradição?

 

Todos os anos no mês de agosto, desde 1978, a Federação de Sakura e Ipê do Brasil organiza o Festival das Cerejeiras no Parque do Carmo, que fica na zona leste da capital de São Paulo. Este ano entre os dias 3 e 5 de agosto ocorrerá a 40º edição do festival. Mas qual a história por trás dessa celebração da florada das cerejeiras?

No Japão, as cerejeiras – ou sakuras –  tem um significado muito forte dentro da cultura local, representando a natureza efêmera da vida – por ter uma florada muito rápida – e um forte vínculo ao conceito budista de karma. A cultura japonesa comemora o Equinócio da Primavera por meio do Hanami Festival, como é chamado este costume de ir aos bosques de cerejeiras e fazer piqueniques debaixo das árvores observando as flores.

Esta tradição japonesa existe há milênios, desde o Período Nara (710 a 994 d.C.), quando a dinastia chinesa Tang ainda tinha forte influência sobre o Japão. No passado o vínculo religioso a este costume era ainda maior, os japoneses acreditavam existir espíritos dentro das árvores e deixavam oferendas aos pés das cerejeiras pedindo por boas colheitas. O que antes era feito apenas pelas cortes, aos poucos também ganhou espaço entre a população comum. Hoje, realizar o hanami é uma tradição tão forte, que os centros meteorológicos japoneses avisam quando o florescer deve acontecer em cada região para que as pessoas possam se organizar. Em muitos lugares os japoneses chegam a madrugar para garantir seu lugar ao pé de uma cerejeira.

O Bosque das Cerejeiras no Parque do Carmo e o próprio festival é cuidado e administrado pela Federação de Sakura e Ipê do Brasil, organização encabeçada por descendentes da comunidade nipônica que conseguiram trazer e manter vivas aqui parte de sua cultura.

O Bosque do Parque do Carmo só existe pois o imigrante Hisayoshi Kataoka trouxe para o país 500 mudas de cerejeiras e, com apoio da prefeitura de São Paulo e do Consulado do Japão, conseguiu cultivá-las. Hoje ela conta com 4.000 pés de cerejeiras, sendo a segunda maior plantação do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Assim como no Japão, o festival aqui em São Paulo também atrai muitas pessoas. Por isso, recomendamos que chegue cedo e vá com paciência para estar em um ambiente cheio de pessoas. O festival conta também com apresentações musicais e barraquinhas de comidas típicas, o que deixa tudo ainda mais interessante.

Se você pretende ir de carro há lugar para estacionar na Avenida Oswaldo Pucci, porém são poucas vagas. Acreditamos que a melhor opção seria ir de transporte público, pela linha vermelha do metrô a estação mais próxima é a Corinthians-Itaquera, de lá é possível pegar um ônibus até o parque ou solicitar um carro por aplicativo ou táxi. Já na porta no parque a organização do festival disponibiliza vans que levam até o bosque; se preferir você pode ir a pé, o que leva mais ou menos 20 minutos de caminhada.

Lembramos que de sexta o horário é das 12h as 17h, sábado e domingo das 9h as 17h.

Nós já estamos com a bolsinha de piquenique separada e fazendo a lista de quitutes que cada amigo irá levar. E vocês, irão aproveitar essa festa para conhecer um pouco mais da cultura japonesa? Não perca essa oportunidade, a florada dura apenas alguns dias!

Valeu! Agora você estará sempre por dentro do mundo Brodda!

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